As Tostas dos barris de madeira 🪵

 As Tostas dos barris de vinho 

Já referi no post anterior a importância do papel da madeira no vinho.

A influência da madeira vai muito além do envelhecimento. 

Os Barris de madeira são usados na fermentação alcoólica, malolática e no estágio final do vinho, impactando diretamente sua complexidade e estrutura.

Porém hoje o post é sobre a tosta na fabricação dos barris.


O que é o processo da tosta?


A tosta é o aquecimento controlado da superfície interna de um barril durante a fabricação. 

Uma barrica é feita com várias aduelas (peças retangulares de madeira, que lembram tábuas). Para montá-la, o tanoeiro aquece o interior com uma fonte de calor (tradicionalmente fogo de lenha), embora sistemas modernos utilizem gás ou convecção controlada. O calor tem duas funções principais.

A primeira é mecânica: ele amolece a madeira, permitindo curvar as aduelas. Somente com este processo é possível que aduelas inicialmente planas assumam o formato “arredondado” da barrica. Já a segunda é química e causa impactos diretos no vinho que passará pelo barril. O calor provoca reações térmicas que “quebram” moléculas da madeira em compostos aromáticos menores que depois poderão ser extraídos pelo vinho.


Existem três níveis de tosta:



Leve Queima a temperaturas próximas a 180°C, por cerca de 5 minutos. 


Mantém o caráter mais puro do carvalho.



Média – Queima a temperaturas próximas a 200°C, por cerca de 7,5 minutos.

Ideal para a maioria dos tintos e fermentação de brancos.


Forte – Queima a temperaturas próximas a 220°C, por cerca de 11,6 minutos.


Agrega notas defumadas e carbonizadas, sendo usada com moderação em blends.





Além disso, o tamanho do barril também importa: quanto menor a capacidade, maior será a influência da madeira no vinho.


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